A DEDADA SALVADORA
As vezes as coisas não parecem ser com são, nem tão ruins como parecem, ou então como diz aquele velho ditado, há males que vem para o bem, e é em cima destas filosofias de boteco que arrimo a minha mais nova história.
Há tempos atrás surgiu em Abaetetuba, uma banda espetacular chamada os Muiraquitãs, banda especializada em tocar o ritmo paraense conhecido como carimbo, a referida banda de repente alcançou sucesso em todo o Estado e dificilmente não recebiam convites para tocar em cidades próximas, devido a isso amealhou milhares de fãs, dentre esses milhares de fãs tinha o Joãozinho berchoara, e como todos que nascem na localidade de Berchor nas illhas de Abaetetuba, são pessoas trabalhadoras comerciantes natos, alegres, brincalhões e sobretudo barulhentos e espirituosos.
Joãozinho, era seguidor da Banda os Muiraquitans, não no Twiter que naquele tempo não existia, era seguidor de não perder um show onde quer que fossem.
A banda através do Clariomar e do croner do conjunto, Cavalo de aço, tinha fechado contrato para tocar na cidade de Ig. Miri, e Joãozinho Berchoara como sempre já tinha esquematizado sua ida junto com a banda, gostava de ir junto porque dava mais status. “Status” era uma palavra que ele adorava falar, dizia que era chique.
Ao chegar em Igarapé Miri, foram recebidos calorosamente pelo povo que já se aglomerava na praça, Joãozinho, logo pegou uma mesa próxima do palco, assim tomaria aquela gelada, sem perder o show.
Às onze hora em ponto o show começou, e a banda para esquentar o público iniciou com a música intitulada o mambo do mapará, música que fez o Joãozinho Berchoara se levantar agarrar uma morena e sair dançando pelo salão. Joãozinho era exímio dançarino.
Ao acabar o show, Joãozinho entretido com a morena da dança, não viu a banda toda subir em uma caçamba basculante, veículo cedido para transportar a banda, e ao ver o veículo se movimentar saiu correndo e num impulso pendurou-se na traseira do veículo, quando inesperadamente alguém da cidade de Igarapé Miri veio por trás e aproveitando estar Joãozinho com as duas mãos ocupadas lhe deu uma senhora dedada, Joãozinho com o susto largou da caçamba, perdendo a carona uma vez que o veiculo seguiu em frente perdendo-se na escuridão.
Joãozinho desconsolado, rogava inúmeras pragas ao autor da dedada, não se conformava em ter perdido a oportunidade de voltar com a banda para Abaetetuba, quando alguém que estava em um jeep Toyota lhe ofereceu carona, dizendo que iria para Abaetetuba, e se quisesse o levaria, Joãozinho aceitou imediatamente o convite.
Ao Chegar na curva do Tijuquaquara, João Zinho deparou-se com uma cena dantesca, a caçamba que trazia a banda estava virada, varias pessoas mortas, outras feridas jogadas no asfalto, Joãozinho desceu do jeep com as mão na cabeça não acreditando naquela cena em sua frente, então incontinente voltou-se para do dono do jeep e disse: - Meu Deus! Meu Deus, meu amigo, era para mim estar nessa caçamba se não fosse uma dedada que me deram, me faz o seguinte, me leva de volta em Igarapé Miri pelo amor de Deus que eu quero dar a bunda prá esse cara.
Davi Figueiredo
As vezes as coisas não parecem ser com são, nem tão ruins como parecem, ou então como diz aquele velho ditado, há males que vem para o bem, e é em cima destas filosofias de boteco que arrimo a minha mais nova história.
Há tempos atrás surgiu em Abaetetuba, uma banda espetacular chamada os Muiraquitãs, banda especializada em tocar o ritmo paraense conhecido como carimbo, a referida banda de repente alcançou sucesso em todo o Estado e dificilmente não recebiam convites para tocar em cidades próximas, devido a isso amealhou milhares de fãs, dentre esses milhares de fãs tinha o Joãozinho berchoara, e como todos que nascem na localidade de Berchor nas illhas de Abaetetuba, são pessoas trabalhadoras comerciantes natos, alegres, brincalhões e sobretudo barulhentos e espirituosos.
Joãozinho, era seguidor da Banda os Muiraquitans, não no Twiter que naquele tempo não existia, era seguidor de não perder um show onde quer que fossem.
A banda através do Clariomar e do croner do conjunto, Cavalo de aço, tinha fechado contrato para tocar na cidade de Ig. Miri, e Joãozinho Berchoara como sempre já tinha esquematizado sua ida junto com a banda, gostava de ir junto porque dava mais status. “Status” era uma palavra que ele adorava falar, dizia que era chique.
Ao chegar em Igarapé Miri, foram recebidos calorosamente pelo povo que já se aglomerava na praça, Joãozinho, logo pegou uma mesa próxima do palco, assim tomaria aquela gelada, sem perder o show.
Às onze hora em ponto o show começou, e a banda para esquentar o público iniciou com a música intitulada o mambo do mapará, música que fez o Joãozinho Berchoara se levantar agarrar uma morena e sair dançando pelo salão. Joãozinho era exímio dançarino.
Ao acabar o show, Joãozinho entretido com a morena da dança, não viu a banda toda subir em uma caçamba basculante, veículo cedido para transportar a banda, e ao ver o veículo se movimentar saiu correndo e num impulso pendurou-se na traseira do veículo, quando inesperadamente alguém da cidade de Igarapé Miri veio por trás e aproveitando estar Joãozinho com as duas mãos ocupadas lhe deu uma senhora dedada, Joãozinho com o susto largou da caçamba, perdendo a carona uma vez que o veiculo seguiu em frente perdendo-se na escuridão.
Joãozinho desconsolado, rogava inúmeras pragas ao autor da dedada, não se conformava em ter perdido a oportunidade de voltar com a banda para Abaetetuba, quando alguém que estava em um jeep Toyota lhe ofereceu carona, dizendo que iria para Abaetetuba, e se quisesse o levaria, Joãozinho aceitou imediatamente o convite.
Ao Chegar na curva do Tijuquaquara, João Zinho deparou-se com uma cena dantesca, a caçamba que trazia a banda estava virada, varias pessoas mortas, outras feridas jogadas no asfalto, Joãozinho desceu do jeep com as mão na cabeça não acreditando naquela cena em sua frente, então incontinente voltou-se para do dono do jeep e disse: - Meu Deus! Meu Deus, meu amigo, era para mim estar nessa caçamba se não fosse uma dedada que me deram, me faz o seguinte, me leva de volta em Igarapé Miri pelo amor de Deus que eu quero dar a bunda prá esse cara.
Davi Figueiredo

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